7. ECONOMIA E NEGCIOS 16.1.13

1. O FANTASMA DO APAGO
2. COMO NO SE TORNAR REFM DA FIDELIZAO

1. O FANTASMA DO APAGO
Nvel baixo dos reservatrios aciona uma onda de previses pessimistas sobre o setor eltrico. Mas o risco de racionamento est afastado
 Izabelle Torres

Na semana passada, os nveis baixos dos reservatrios das hidreltricas quase levaram a questo do fornecimento de energia ao Pas de volta  arena poltica. O tema j havia sido pea importante na eleio presidencial de 2002, quando os apages ocorridos durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso serviram de munio a favor do PT de Lula. Agora viria o troco. Vendo se formar uma onda de previses catastrofistas, o governo precisou entrar em campo para desmentir que o Pas est s vsperas de uma crise energtica. A presidenta Dilma Rousseff chamou os principais rgos do setor para uma reunio e pediu ao ministro Edson Lobo, de Minas e Energia, explicaes concretas sobre o cenrio. Ficou convencida de que o risco de racionamento  uma hiptese muitssimo distante, mas cobrou respostas mais rpidas aos problemas detectados. As concluses da reunio foram claras. Apesar de o nvel dos reservatrios ser o pior registrado nos ltimos dez anos, ainda h planos estratgicos capazes de gerar suprimentos de energia e afastar o Pas do apago. Por enquanto, o racionamento, como o que ocorreu em 2001,  considerado apenas um fantasma que, vez por outra, volta a assombrar as autoridades e a populao.
 
O governo tem repetido que confia na capacidade do sistema eltrico para suportar a falta de chuvas. A previso de crescimento da reserva de energia  considerada pelo Palcio do Planalto como a garantia de que no h uma crise energtica iminente. Segundo o ministro Edson Lobo, a reserva atual de energia  de cerca de 121 mil megawatts e a estimativa  de que passe para 130 mil megawatts at o fim do ano, por conta das usinas que esto em construo e devem ficar prontas ainda este ano. Um cenrio bem diferente de 2001, quando houve o apago e a reserva energtica era de apenas 70 mil megawatts. A possibilidade de haver crise energtica e o Pas entrar em racionamento no existe. Ainda h muita reserva, h obras que sero aceleradas para garantir a oferta e outras estratgias emergenciais que podero ser usadas antes de haver uma crise, assegura Lobo.

TENSO NA LINHA - A presidenta Dilma Rousseff cobrou respostas rpidas do ministro das Minas e Energia, Edson Lobo
 
Entre os planos emergenciais ainda no utilizados est o uso da capacidade mxima da energia trmica, a utilizao de gs e a expectativa de que, se as chuvas se intensificarem, ser possvel aumentar os nveis dos reservatrios antes de abril e reduzir o uso das usinas trmicas, que tm um custo mais elevado para gerar energia do que as demais. Os nveis mais alarmantes dos reservatrios so os observados nas regies Sudeste e Centro-Oeste, com a capacidade de apenas 28,5% do total. No Nordeste, que viveu a pior seca dos ltimos 50 anos, os nveis mdios de reserva nas hidreltricas so de 30%. No Norte e no Sul, o ndice  de 40%.

Para especialistas, os desafios para evitar uma verdadeira crise energtica so muitos, mas o monitoramento dirio e as reservas do Brasil contribuem para tornar o cenrio mais favorvel. Na avaliao do professor de engenharia eltrica da Universidade de Braslia (UnB), Rafael Shayani, as possibilidades de recuperao dos reservatrios e os planos emergenciais do governo mostram que ainda no h um problema real a ser resolvido. H um alerta preventivo, mas existe tempo hbil para a adoo de medidas que garantam o abastecimento e afastem o racionamento, diz. Mesmo assim, a presidenta Dilma tem acompanhado pessoalmente o resultado do monitoramento dirio do sistema eltrico. Alm de evitar o apago, a equipe do Planalto precisa garantir o desconto na tarifa de energia eltrica de 20% prometido pela presidenta, mesmo se a hidrologia ficar desfavorvel. Dilma refuta as previses de especialistas de que uma das consequncias negativas do uso de termoeltricas pode ser justamente o reajuste de cerca de 3% na conta de energia dos brasileiros. Nos ltimos dias, a presidenta deu ordens aos auxiliares para garantir a manuteno do desconto em sua totalidade, e impedir, a todo custo, um racionamento energtico que atrapalhe os planos de crescimento do Pas.


2. COMO NO SE TORNAR REFM DA FIDELIZAO
Cresce o nmero de setores que usam os programas de acmulo de pontos como estratgia de venda. Descubra como garantir seu direito na hora de resgatar o benefcio
por Fabola Perez

A ideia de fazer compras, acumular pontos e conseguir revert-los em benefcios ficou conhecida na dcada de 1980 com os populares programas de milhagens adotados pelas companhias areas. Hoje, cada vez mais setores da economia apostam nesse filo como estratgia de venda. Postos de combustveis, farmcias e livrarias so alguns exemplos de redes varejistas que oferecem esse sistema aos clientes. Mas, para evitar contratempos,  preciso ficar de olhos abertos. Somente em dezembro, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministrio da Justia notificou 29 empresas para prestarem esclarecimentos sobre seus programas de fidelidade. ?O consumidor enfrenta dificuldades para resgatar os produtos adquiridos?, afirma Veridiana Alimonti, advogada do Idec. Eduardo Gouveia, presidente da Multiplus, entidade que rene 230 parceiros no programa de pontos, acredita que a estratgia d ao consumidor a chance de tirar vantagens das despesas do dia a dia.

